
Se eu fosse uma carta do baralho não queria ser um rico rei de ouros, sequer um imponente às de espadas daqueles prontos ao combate. Nem um valete vermelho de copas em busca de suas amadas. As damas de copas? As damas de ouros? Até as damas de graça. Também não teria a astúcia de um melé, aquela carta transfigurada que por qualquer outra se quer. De todas cartas, meu Deus, das cartas todas queria eu ser o jogador. Que é quem tem quantos baralhados quiser, quando e na forma que quer. Me desculpa a ousadia, e por favor não me descarte.
João Gilberto Saraiva
7 pitacos:
pitaco é comigo mesmo.
bom texto, caê... serio mermo, achei bacana.
prossiga assim!
hehehehehhehe
vlw boooee
Bem, me disseram que eu era parte de um dois de paus.
;D
Orações bem elaboradas, final inesperado. Muito bom.
Percebi um corte - e ambiguidade- em: "das cartas todas queria eu ser o jogador". Foi intencional?
opa, obrigado.
Quem não gostaria de reger a própria vida? Será que fizemos isso? Quando entregamos ela a Deus, um ser supremo mais habilitado a isso, ficamos na passividade ("Foi Deus que quis"). E quando somos ativos temos um sistema socioeconômico que nos manipula. Somos cartas ou jogadores? Eu também gostaria de ser jogador.
Tenho um blog que posto contos, gostaria de ter sua visita e seus comentários.
Belo começo... bom layout e bom texto.
Sucesso
João, vou dar o meu pitaco: Belíssimo texto!
Parabéns!
Se eu fosse uma carta do baralho não seria um jogador, mas uma carta...e como seria só uma carta...seria a mais revoltada!Porque não sou o jogador!
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